A Escola de Gastronomia de Brasília conta com uma cozinha rústica em estilo Toscano que comporta ate 20 alunos participando das aulas. Há também uma cozinha moderna, com capacidade para 16 alunos, equipada da mesma forma.
Todos os alunos cozinham e depois degustam os pratos que prepararam.
A Escola esta equipada de forma moderna, de modo a proporcionar um lugar funcional e confortável para que as aulas aconteçam.
Alem de aulas, você pode comemorar o seu aniversario, chamando um chef para cozinhar ou sendo você mesmo o chef.
O espaço também pode ser utilizado para lançamento de produtos, como vinhos, azeites etc.
Você pode simplesmente reunir amigos que gostem de cozinhar para um almoço ou um jantar preparado a varias mãos.
Que tal oferecer aos seus clientes (se você é empresário) uma aula exclusiva para eles?
É só escolher o tema.
A Escola funciona em 3 períodos: manhã, tarde e noite para atender a todas as exigências.

E Deus criou... O cozinheiro
No princípio Deus criou o céu e a terra. Bem, isso todo mundo sabe. E sabe que após isso ele separou as trevas da luz, as águas da terra, e foi dando corpo à sua criação até chegar a nós, os assim chamados seres humanos, ou, simplesmente, homem. Lá pelo sexto dia Deus colocou todos os seres vivos, animais e vegetais, para mantimento do homem, e no sétimo dia descansou, pois nem Ele é de ferro.
Desde aqueles tempos que o homem vem se aprimorando em implantar o caos na obra divina. Entrou em um processo louco de procriação, a tal multiplicação do “crescei e multiplicai-vos”, como se o Criador tivesse determinado para que nos entregássemos a uma grande orgia universal.
Exagero? Você acha? Então olhe ao seu redor. Pior que ser humano, só motoqueiro. Esses conseguem se reproduzir, em nossas cidades, em velocidade muito maior que a do próprio homem. Dizem que a tal bomba populacional já foi desativada. Até pode ser, mas o estrago já foi feito.
O homem pegou os tais seres vivos e desenfreadamente passou a devorá-los em uma farra horrorosamente desprovida de qualquer pudor. No começo era um de cada vez, agora é aos milhões. Nada escapa, é pior que uma nuvem de gafanhotos.
Bem, vocês devem estar pensando o que o cozinheiro tem a ver com tudo isso. Já lhes digo. Quem vocês acham que botou ordem no caos enquanto Ele descansa? O cozinheiro, isso mesmo, o cozinheiro.
No período A.C. (antes do cozinheiro) éramos uns bárbaros. Na era D.C (obviamente, depois do cozinheiro) estamos mais humanizados. Nosso comportamento à mesa alterou nossa forma de nos relacionarmos. O desenvolvimento de uma, afetou a outra.
Retomando a discussão sobre a nossa capacidade destrutiva, foi o cozinheiro que traçou o novo ordenamento de comportamento. Algo mais racional, que permitiu ao homem o desenvolvimento da capacidade de melhor apreciar este tipo de prazer que Ele nos deu. Assim como na questão da procriação, não é um “liberou geral”, no consumo dos alimentos também.
Pois bem, quero ver fazer isso sem o cozinheiro, esses homens e mulheres maravilhosos que se dedicam à arte da boa comida? Alguns, os maldosos (sempre eles), podem dizer que simplesmente somos bárbaros com bons hábitos à mesa. Posso até concordar, mas isso não é problema para ser resolvido na cozinha. Temos que falar com Ele, o Criador. Mas, lembrem-se: Ele ainda está descansando e é melhor não acordá-lo! Já pensaram no que Ele vai fazer quando descobrir o que fizemos com a obra Dele? É melhor deixar quieto e apreciar bem o próximo prato.
Paulo Roberto Bornhofen – Membro da Academia de Letras Blumenauense.
Texto escrito por ocasião do 3º Neumarkt Gourmet em Blumenau.
23 de agosto de 2010
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